Previdência Privada

Brasileiros ainda não se deram conta da necessidade de poupar para a aposentadoria

Quatro pesquisas realizadas neste ano e pelo menos duas feitas no ano passado traçaram um retrato atual do comportamento dos brasileiros em relação à aposentadoria. Em todas, a conclusão é uma só: os brasileiros não estão preparados para a aposentadoria. Uma das pesquisas mais recentes entrevistou mil brasileiros. O resultado revelou que ainda existe uma grande lacuna entre o nível de conscientização e os verdadeiros hábitos de poupar.

Embora mais da metade (52%) tenham manifestado otimismo em relação ao futuro da economia, segundo dados apurados em fevereiro, – antes do agravamento da crise econômica -, 37% afirmaram não acreditar em sua própria capacidade de manter seu estilo de vida e na possibilidade de viver de forma confortável na aposentadoria. Outra pesquisa recente, divulgada também em fevereiro por uma empresa de gestão de investimentos, descobriu que entre os brasileiros que poupam, apenas metade pensa em usar os recursos para a aposentadoria. Mesmo assim, 80% estão otimistas em relação ao futuro.

Os brasileiros até se preocupam com a fase da aposentadoria, mas outras prioridades consomem os recursos que poderiam servir para manter o padrão de vida na velhice. Uma das pesquisas divulgadas em janeiro deste ano apurou que 53% dos trabalhadores ainda não economizam pensando na aposentadoria. Os motivos alegados foram: desemprego (35%), compra de imóvel (28%), crise econômica global (27%), contratação de dívida (26%) e educação dos filhos (21%).

Otimismo?

Segundo o IBGE, dentro de 20 anos o país terá mais de 88 milhões de pessoas acima dos 60 anos. O que representa mais de 40% do total da população brasileira. A solução da Previdência Social para equilibrar as contas foi o fator previdenciário, criado em 1999, que inseriu um novo método de cálculo das aposentadorias por idade e por tempo de contribuição. Na prática, funciona como um redutor dos benefícios.

Tanto que, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários (Ibep), com base nas Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2013, o aumento na esperança de vida dos brasileiros levou a uma redução de até 0,92% na aposentadoria dos homens e de 0,78% na das mulheres. E se a presidente Dilma Rousseff não vetar, ainda neste mês haverá mudança no cálculo para a obtenção da aposentaria. A ideia da emenda é aplicar a fórmula “85/95”, que soma o tempo de contribuição com a idade.

Diante desse quadro, cabe questionar por que os brasileiros são otimistas em relação às suas aposentadorias se não poupam recursos para tanto? O curioso é que 73% da população é favorável à reforma da previdência para garantir a sustentabilidade do sistema, segundo apurou uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 2.002 pessoas, em 142 municípios, no ano passado. Apesar da falta de consenso sobre a forma como deve ocorrer a mudança, conclui-se que a maioria tem consciência de que haverá redução do valor ou da idade nas aposentadorias.

Para especialistas, o otimismo da população diante de preocupante situação é influenciado pela percepção de que todos terão cobertura garantida pela seguridade social. Esse comportamento incoerente foi detectado também em relação ao seguro de vida. Uma pesquisa realizada por uma resseguradora estrangeira verificou que o Brasil, entre seis países da América Latina, detinha o menor volume de seguros de vida e saúde, mas um grande porcentual dos entrevistados se considerava protegido por possuir produtos de poupança (VGBL e PGBL).

Três anos atrás, o FMI e o Banco Mundial realizaram o estudo “O impacto financeiro do risco da longevidade”, alertando para o efeito do aumento da expectativa de vida na economia mundial. Segundo a pesquisa, se todo mundo vivesse mais três anos, além da média calculada para a aposentadoria até 2050, haveria um aumento nos gastos com previdência de 50% do PIB de países avançados e 25% dos emergentes.

Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, os números são preocupantes. “Muitos brasileiros têm de encarar uma grande redução na renda na fase da aposentadoria, enquanto os planos de saúde e gastos médicos não param de crescer. É necessário se prevenir”, disse. O consultor e professor Eduardo Leopoldino de Andrade também adverte: “Se você está ainda na ativa, acredite que a aposentadoria de seus sonhos deverá ser construída por você mesmo. E quanto mais cedo começar a se preocupar com isso, melhor”.

Texto: Márcia Alves

Fonte: CVG


Relacionamento de um corretor

Ao escrever este artigo levei em conta o relacionamento de uma forma mais ampla, pensando não apenas nas seguradoras e clientes, mas todos os públicos que o corretor de seguros interage.

O aspecto histórico é um fator bastante relevante quando se fala no tema, já que anos atrás o relacionamento de um corretor era impessoal. Com a estabilidade da moeda isto mudou, os negócios ficaram mais transparentes e a competência técnica do corretor ficou mais evidente. Para se ter uma ideia, hoje, o corretor de seguros assumiu maior notoriedade, passando de um simples vendedor para um solucionador de problemas.

Segundo a Fenacor – Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados, de Capitalização, de Previdência Privada e das Empresas Corretoras de Seguros – existem mais de 62 mil corretores ativos no Brasil, e isto reflete de forma positiva. Explicando melhor, naturalmente acontece um processo de depuração, onde aquele que não se profissionaliza é excluído do mercado. É claro que com a criação do código de defesa do consumidor, a relação comercial evoluiu em outros setores da sociedade.

Este atual corretor de seguros é mais preparado para representar e defender o cliente junto à sua seguradora. Ele é o fiel da balança entre seguradora e segurado. As relações de um corretor de seguros criam não apenas laços éticos, mas valores também quando assume o processo de proteger pessoas e patrimônios.


Com mais de 33 anos no mercado de seguros, o consultor financeiro da Classic Seguros, Getúlio Gabriel Assunção.


Por que um corretor ou uma corretora?

Em meus 33 anos de carreira, sempre escutei algumas indagações de clientes, familiares e alguns amigos sobre o porquê de se fazer previdência ou seguro através de uma corretora ou corretor. E como consultor, posso afirmar que existem sim algumas nuances que devem ser entendidas. Mas antes de entrar nesta questão é importante deixar claro a função e objetivos de uma corretora e uma seguradora.

A seguradora é uma organização que assegura e assume o risco do beneficiário de receber a indenização na ocorrência de um evento coberto pelo seu seguro ou e a previdência. Em linhas gerais é a instituição financeira que detêm o dinheiro, por isso a necessidade ser sólida e transparente. Já a corretora ou corretor fazem a intermediação da seguradora com o segurado, comercializado a apólice (previdência ou seguro) de acordo com o perfil e benefício apropriado.

A Previdência complementar vem a ser um instrumento eficaz na manutenção da qualidade de vida de um cidadão em sua aposentadoria. E como hoje a sociedade esta mais de que consciente de que o sistema previdencial do governo não tem condições de oferecer benefícios compatíveis ao trabalhador no período de sua inatividade, cada vez mais se investe na complementar. E o seguro é a indenização em decorrência de algum sinistro.

Agora, poderei chegar onde quero. Aonde fazer a previdência ou seguro? Pensemos, um funcionário de uma seguradora ou banco zela também pelos benefícios de sua companhia, não tendo flexibilidade de escolha de um melhor plano ao seu cliente, a não ser aquele ligado a ela. Já para um corretor ou corretora esta liberdade é maior, pois como especialista ele poderá assessorar e escolher pacotes de benefícios em companhias diferentes de acordo com o perfil e interesse da pessoa. Por que um corretor ou uma corretora? Com o internauta, a resposta.

Com mais de 33 anos no mercado de seguros, o consultor financeiro da Classic Seguros, Getúlio Gabriel Assunção, revela o beneficio de se fazer uma previdência através da intermediação de uma corretora ou corretor de seguros.